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Aberta em 04 de novembro de 1970, apenas dois anos após a inauguração de Ilha Solteira, a tradicional Padaria Pão Gostoso completa 45 anos em 2015 e é a prova que doses de aventura, combinadas com muito empenho, comprometimento, higiene, produtos com qualidade e bom atendimento, consolidaram esta casa comercial do segmento de alimentação e entretenimento.

Aventura, empenho, competência, solidariedade, hospitalidade, entre muitas outras boas características estão na alma do povo ilhense e é o que ocorreu com os milhares de pessoas que se instalaram aqui, para finalizar a Usina Hidrelétrica Jupiá e as construções da UHE Ilha Solteira, sucedidas pelo A. M. Três Irmãos (formando o Complexo Urubupungá) e a UHE Água Vermelha (incluindo as obras em seus respectivos reservatórios), além do Canal de Pereira Barreto (o divisor dos tramos norte e sul da Hidrovia), onde a Vila Urbana abrigou os trabalhadores da CESP – Companhia Energética de São Paulo e empresas contratadas, dessas obras de grande porte e que se destacam pelo alto padrão de qualidade. Muitos devem se lembrar da grande movimentação a caminho do canteiro de Obras.

Localizado no Noroeste Paulista, em importante bacia hidrográfica, pertinho desses grandes lagos, nas margens dos rios Paraná e São José dos Dourados e próximo a foz do Tietê, foi construído esse núcleo residencial* e inaugurado em 15 de Outubro 1968 (chegada das primeiras famílias), com comércio, rodoviária, hospital, rede escolar, estádio, cemitério, hotel, igrejas (várias seitas), feiras livres, praças, cinemas, clubes, correios, bancos, área para circos e parques de diversão, alojamentos para a população solteira e o plano diretor e sua infraestrutura com rede elétrica, de água potável e esgotos sanitários, telefonia, galerias de águas pluviais, o zoneamento de uso, o plano viário com a Avenida Brasil e, no centro geométrico um dos nossos símbolos, a caixa d água e seu belo desenho arquitetônico, que divide a cidade nas Zonas Norte e Sul. Algo diferente, as moradias estão instaladas nos passeios (quadras), com as casas de níveis 1, 2, 3, 4, 5 e 6 (foram construídas em blocos de concreto) e distribuídas conforme a hierarquia e categoria profissional de cargo e função no trabalho. As ruas se chamam vielas e alamedas e a perimetral é o anel viário (para o tráfego rápido). Entre esses conjuntos habitacionais, áreas verdes, onde algumas se e transformaram em campos de futebol. No início, havia cancela no acesso a área urbana e inspetoria (policiamento preventivo), para trazer segurança aos moradores e patrimônios. No assentamento rural dos ribeirinhos, as roças comunitárias, áreas conhecidas como cinturão verde e ainda na zona rural, as chácaras particulares do Bairro do Ypê.

*Algumas curiosidades: O Plano Piloto foi planejado pelo escritório técnico Carvalho Mange e Ariaki Kato, com estrutura urbanística compacta e uniforme, poucos espaços livres entre as habitações e elevada concentração, com a preocupação de criar um ambiente social de boa harmonia e visando atenuar as tensões criadas pelo trabalho intensivo, alem de pretender impulsionar o desenvolvimento sócio econômico de toda a região. As Obras de terraplenagem foram iniciadas em 1966. A AEIS (Administração Especial) em 1.970 tinha 1.080 funcionários e em 1.973, se estabilizou com 650. Atingiu no inicio de 1.972 a população máxima de 32.111 habitantes, 12.690 empregados e 10.267 alunos. Em agosto de 1.973, o núcleo estava consolidado com 5.276 casas. No Hospital, foram 2.360 cirurgias em 1.971, 105.670 consultas e 1.501 partos em1972. A Usina teve inauguração parcial em janeiro de 1974 (fonte: A Cidade de Ilha Solteira, 1.974).

Para formar a comunidade e seu povo, vale ressaltar a miscigenação, embora em sua maioria Paulistas de cidades vizinhas e da Vila Piloto, todas as regiões do País colaboraram para compor a mistura dos nossos conterrâneos, que aqui vislumbravam uma grande oportunidade. E a sociedade se organizou em várias e dedicadas associações e entidades, promovendo ações sociais, desenvolvimento de pessoas nas formações de caráter e personalidade, condutas, comportamentos, valores éticos, direitos e deveres, convívios em grupos e o bem estarem dos cidadãos, desde crianças, adolescentes, adultos e idosos com atuações fundamentais, como a APAE, Legião Mirim, Clinica Dia, Conselho Tutelar, Seiva, Adunesp, Asuis, Aposentados da Fundação CESP, Sindi-Ilha, Aceis, Maçonarias, Rotary e Lions, entre outras tão importantes.

E temos a nossa lenda urbana: a mística Velha Barrageira que muitos conhecem os seus “causos”.

Outros destaques a época e alguns ainda atuais: Hospital e Maternidade; Creches maternais, Grupos escolares, Ginásios e o Colégio Integrado de Urubupungá (CIU) com o antigo curso ginasial, colegial, cursos técnicos (Enfermagem, Eletrotécnica, Agrícola e Secretariado) e o SENAI; Clubes 1 e 2, 3 e 4, 5 e 6 (recreação, eventos e lazer); COTRAU – Cooperativa dos Trabalhadores de Urubupungá(mercados); Laboratório Central de Engenharia Civil – LCEC e também o Eletromecânica – LEM (ensaios, controle de qualidade das obras e instrumentação); Centro de Treinamento (multiplicação de conhecimento técnico); Oficinas de Fabricação e Manutenção Eletromecânica (construção e instalação de estruturas metálicas); Almoxarifado (aquisição, estoque e fornecimento de materiais e equipamentos); Viveiro de Mudas (reflorestamentos); Estaleiro (estacionamento de embarcação); Central de Concreto (com a revolucionária utilização de gelo e os gigantes guindastes sobre trilhos Stothert & Pitt para os transportes de Fôrmas, Ferragens, Peças Metálicas e as Caçambas para as concretagens das estruturas); Obras de terraplenagens da Barragem de Terra (realizadas por grandes Pás Carregadeiras, Tratores de Esteira, Caminhões Fora de Estrada, Pipas, Moto Scrapers e Compactadores Pé de Carneiro, na construção dos aterros compactados, filtros e enrocamentos); Equipamentos eletromecânicos nacionais e importados, transportados por caminhões ou enormes carretas com mais de cem pneus (nas Montagens Eletromecânicas dos Vertedouros, Máquinas Geradoras, Edifício de Comando e Subestação como: Comportas, Stop Logs, Caixas Espirais ou Caracóis, Rotores, Eixos e Estatores das Turbinas, Transformadores, Grupo Gerador Diesel, Torres e Cabos, Painéis de Automação, Comando e Controle, içados por Pontes Rolantes e Guindaste sobre rodas). Na manutenção imobiliária do núcleo urbano, a Carpintaria e a Fisca 4. E a oportuna sirene, que ainda toca as 7 e 18h, indicava o horário de entrada e saída da jornada de trabalho das obras e, até hoje, uma boa referência.

Nesse cenário, nunca podemos esquecer que o mais importante de tudo é, os carinhosamente chamados de Barrageiros (e suas famílias), especialistas em construir, operar e fazer manutenções em Usinas Hidrelétricas e Eclusas.

Na mídia, o pioneiro jornal O Barrageiro, a rádio comunitária e atualmente outros, modernos e contemporâneos, levando as informações de forma instantânea, aos leitores e ouvintes.

Posteriormente em 1976, foi criada a UNESP, com início das atividades em 1977, Universidade com ensino público gratuito de qualidade, pólo de desenvolvimento regional e centro de excelência em pesquisas, promovendo a formação de técnicos em Engenharias Civil, Elétrica e Mecânica, Agronomia, Zootecnia e recentemente Física, Biologia e Matemática que ajudam no desenvolvimento de várias regiões do país. São trinta e cinco anos distribuindo tecnologia. Faculdades instaladas em três Campi, com modernos laboratórios. Cursos de pós-graduação. Três propriedades rurais de ensino e pesquisa, sendo uma aqui e duas do outro lado do rio, em Selvíria, no Mato Grosso do Sul, uma para a aplicação das boas práticas na pecuária e outra para as modernas técnicas na agricultura, incluindo a utilização do plantio direto. Vestibulares, realizados duas vezes ao ano. Os professores se tornaram mestres, doutores e pós-doutores com extensões universitárias nas melhores escolas nacionais e também no exterior, principalmente na Europa e EUA. Nesse contexto, os funcionários foram aprovados em concorridos concursos, passam por treinamentos de aprimoramentos e reciclagens e exercem atividades fundamentais. Os alunos tiram boas notas nos exames do ENADE/MEC. O Diretório Acadêmico, os Centros Acadêmicos e a Atlética, promovem shows com artistas e bandas, os Festivais de Música, Carnavais e os competitivos Jogos Interunesp. Tem as repúblicas dos universitários, as festas das tribos, as baladas nas noites e a batida rítmica inconfundível da Bateria do Inferno.

A consolidação do município ocorreu com a emancipação política em 30 de dezembro de 1991, a transformação da AEIS em Prefeitura Municipal, com seu bom corpo técnico de funcionários e na sequencia, veio á denominação de Estância, inserindo a diversão e o turismo no portfólio da cidade, com as opções de lazer, como a vela, náutica e pesca esportiva nos reservatórios das barragens, rios de nossa região e as praias CT (normalmente raza e com pouca correnteza), Lixão (em meio a uma pequena mata ciliar), o Portal de acesso com avenida asfaltada para a praia Catarina (a principal da comunidade e visitantes, no lago e com vista para a barragem, sua orla no tamanho certo, em formato de ferradura, um recanto abrigado e protegido, muito arborizada, espetacular Por do Sol e Crepúsculo refletido no espelho d’água, parque infantil, restaurante, lanchonetes, quiosques com pias e churrasqueiras, telefones públicos, sanitários, chuveiros, área reservada e bóias de sinalização de segurança para os banhistas, atracadouro, camping em área cercada com infraestrutura, campo de futebol e quadras de vôlei, ambos em areia, calçadas, iluminação noturna, estacionamentos e circular de ônibus) e a Marina (predomina Lanchas, Barcos motorizados, Jet Sky, Catamarã, Wind Surfs e Caiaques), todas com águas limpas e muito concorridas no verão. A Prefeitura em parceria com a Câmara tem eventos e festas programados para o ano todo e já realizou por duas vezes os Jogos Regionais, nas praças esportivas e Ginásio Poliesportivo, classificatórios para os Jogos Abertos do Interior. Na expansão da zona urbana, surgiram novos bairros, incluindo na beirinha dos rios, com seus confortáveis ranchos, que podem ser alugados para temporadas.

Era no Porto, que se realizava a época, as travessias das balsas entre os estados de São Paulo e Mato Grosso pelo rio Paraná e nos arredores se formou a Alameda dos Pescadores, onde pode se conseguir um peixe fresquinho. Também é o local ideal para começar uma boa pescaria, com barco e motor de popa no lago da Usina Jupiá. Vizinho e remanescente das obras esta o Paredão, em frente à Ilha Solteira, a Ilha que inspirou o nome da cidade. E as Linhas de Transmissão, também conhecidos como Linhões, que são as grandes torres metálicas e cabos elétricos, podem ser vistos partindo da subestação da Usina, em seus caminhos que interligam ao sistema nacional de transmissão de energia elétrica de alta tensão.

Durante a semana, vale a pena uma visita guiada pelo nosso ícone, a Usina Hidrelétrica (homenageada com uma estrela de vinte pontas instalada em rotatória no centro da cidade, cada uma representa uma unidade geradora) e nos finais, um dos passeios preferidos, o Zoológico (Centro de Conservação), com suas imperdíveis Fauna e Flora regional. Outro bom programa para se divertir é a Área de Lazer onde esta a Cidade da Criança, local com muitas árvores e centenas de Pinus, brinquedos, área para caminhada, quadras de bocha, campo de futebol com vestiários e quadras de tênis em saibro, ambos iluminados. Também tem o Cine Paiaguás, uma sala confortável de cinema, com filmes atuais, seções nas noites de Sexta a Terça. Nos sábados, os animados bailes-forró, no CRIIS (Clube Recreativo dos Idosos). Esporte, lazer e eventos é na SEIS, Sociedade Esportiva Ilha Solteira.

Com 43 anos, a comunidade criou duas novas gerações. Muitos pais se aposentaram, outros mudaram. Parte desses filhos foi buscar uma formação universitária ou oportunidade de emprego interessante fora, mas sempre que é possível retornam, pois a saudade é grande.

E o tradicional Festival Nacional de MPB – Música Popular Brasileira, entre os melhores do país, enriquecem a produção cultural do município, está na 37ª edição anual, com participação de artistas de todos os estados do País, antes realizado na Casa da Cultura e atualmente ao ar livre, no palco da Praça da Integração, ocorre normalmente na mesma época das comemorações do aniversário da cidade. Revelou grandes Cantores, Compositores e Músicos, que seguiram na carreira.

Também é uma referência, o Moto Fest, realizado pelo clube Rodas Indomáveis e parcerias, encontro de motociclistas que acontece no meio do ano, no feriado de Corpus Christi, com shows e muita adrenalina, que lota o recinto de exposições da FAPIC.